Cultura pela Democracia reúne multidão colorida e festiva em defesa do Estado Democrático de Direito em Porto Alegre

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Vindos de todo lugar. Artistas de muitas expressões, estéticas, cores.
Gente do bem. Gente de luta. Dos movimentos, coletivos, grupos.
Fazedores, ativistas, teatreiros, cantores, de palco, de rua, da comunidade, dos equipamentos culturais ou não…
O ato “Cultura pela Democracia” reuniu no dia 23 de março uma multidão colorida e festiva em defesa da democracia, da legalidade e do Estado Democrático de Direito.
Um evento pacífico, autogestionário, carinhoso e participativo.
Em tempos de tantas manipulações e violência, o evento foi um basta ao ódio e a toda forma de intransigência.

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O Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo também marcou presença levando sua gente, suas cores, sua luta e sua colaboração.

Seguem o manifesto e as imagens, que falam por si mesmas.
As fotos são de Leandro Anton, Raquel Wunsch, Caco Argemi e Eduardo Castro.

O manifesto que é a nossa identidade coletiva.
MANIFESTO DA CULTURA PELA DEMOCRACIA

Não é a tua janela, a minha rua, esta esquina ou aquela avenida – o problema é manter o horizonte aberto da democracia.
Por ela lutamos e continuamos a lutar.
Para que seja preservada, contra todos os autoritarismos, como os que nos rondam agora, nessa grave crise política.

Não queremos privilégios para fulano ou beltrana, não estamos aqui para defender um deputado ou qualquer líder – queremos justiça equânime para todos.
Investigação dentro da lei, sem livrar a cara de qualquer um.
O país precisa sair dessa melhor do que entrou.

Não é a favor do marasmo, nem da balbúrdia – é a favor da vida livre, contra as discriminações de opinião, classe, gênero, etnia, gosto.
Para isso chegamos até aqui, e para preservar o já conquistado é que vamos adiante.

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Leandro Silva apresenta experiência de livros cartoneros do Quilombo do Sopapo na Semana do Bibliotecário

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O artista bonequeiro e editor cartonero Leandro Silva foi um dos convidados para palestrar na Semana do Bibliotecário promovido pela Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia (FABICO)/ UFRGS e parceiros, apresentando a experiência do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo com a criação, difusão cultural e multiplicação da tecnologia social dos livros cartoneros.

O artista dialogou com os acadêmicos um pouco sobre o conceito do cartonero, a história e princípios do Movimento Cartonero e o processo criativo desenvolvido no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo na região do Cristal.

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A experiência do Quilombo do Sopapo com livros cartoneros se deu em março de 2014, com a realização de uma oficina cartonera assessorada pelo escritor Wellington de Melo (Mariposa Cartonera/ Recipe – PE). De lá pra cá, foram 08 títulos criados, várias oficinas abertas de criação de cartoneros, além de trabalhos sobre esta linguagem desenvolvida com acadêmicos, artistas, movimentos sociais e desdobramento em projetos próprios como a publicação cartonera do Coletivo Sopapo de Mulheres, as iniciativas “Guria Cartonera” (Marion Santos) e “Leander Ateliê Editorial”, e o próprio “Sopapo Cartonero” – um mutirão de criação cartonera autogestionário realizado periodicamente no Quilombo do Sopapo.

O Movimento Cartonero surgiu em 2003 com o agravamento da forte crise econômica e social da Argentina, tendo seu início com a editora Eloísa Cartonera, criada a partir de uma parceria entre o jovem escritor Washington Cucurto e o artista plástico Javier Barilaro. Em pouco mais de 10 anos, suas pequenas irmãs crescem por todo o mundo: América Latina, Europa e África, com cerca de 100 experiências ativas em todo o mundo.

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A enorme riqueza de todos estes projetos é a capacidade de produzir o inimitável; a alma de cada uma destas editoras é tão única como cada um dos livros que produzem. A edição cartonera representa bem mais do que apenas livros. É a recusa da histeria tecnológica. A paixão, a energia e a partilha são os valores desta “onda” cartonera. Outro aspecto importante dos projetos cartoneros é o seu potencial de melhoria de renda para os que trabalham na cadeia da editoração e publicação cartonera, bem como o fato de representar uma alternativa ao mercado editorial tradicional, mas com preceitos muito particulares, como a economia solidária, o cooperativismo e o trabalho colaborativo.

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Durante o evento, foi realizado o sorteio de alguns exemplares do cartonero “De Poeta e Louco…”, título coletivo criado no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e um exemplar de caderno cartonero criado pela Guria Cartonera.

Todos foram convidados  ainda para participarem de uma oficina aberta de criação cartonera, a realizar-se no dia 12 de abril, dentro da programação da 8ª Semana do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, bem como motivados a desenvolveram pesquisa acadêmicas acerca da experiência cartonera.

Para baixar a apresentação na íntegra, acesse: http://www.4shared.com/office/cXM1Vl9Fba/Apresentao_projetoCartoneros_L.html

#QuilomboDoSopapoSempre

Cultura Viva e a Economia Solidária e Feminista no Quilombo do Sopapo

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No dia 12 de março/2016 aconteceu, no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, uma roda de conversa com o tema “Cultura Viva e a Economia Solidária e Feminista”. A atividade reuniu artistas dos Núcleos e Coletivos do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, parceiros, colaboradores e comunidade.

Sintonizado com as comemorações relativas ao Dia Internacional da Mulher, a roda de conversa teve como ponto de partida a própria experiência do Quilombo do Sopapo ao promover, através do Cultura Vida e da Economia Solidária e Feminista, a equidade de gênero, condição necessária para se construir uma sociedade com justiça social, igualdade e solidariedade.

Além dos coletivos e núcleos, marcaram presença o secretário do Ministério da Cultura Alexandre Santini (Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural/ SCDC Minc), a chefe da representação sul do Ministério da Cultura Margarete Morais, a coordenadora da Guayí, Helena Bonumá, o membro e colaborador da Guayí Jorjão e as integrantes do empreendimento solidário Rosa Nina.

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Várias apresentações artísticas animaram a roda de conversa, com abertura feita através de uma performance de teatro de bonecos do Grupo Fuzuê Teatro de Animação, com a simpática boneca Gertrudes, a energia dos Sopapos, a feminilidade e a força musical do Coletivo Ialodê Idunn e mostra de produtos cartoneros e sabão da terra realizado pelas integrantes do Coletivo Sopapo de Mulheres, trazendo a economia solidária e feminista ao evento.

A atividade também faz parte da preparação rumo à 8ª Semana do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, a realizar-se no período de 09 a 16 de abril de 2016 e a todo um processo de articulação e sensibilização sobre a sede do Quilombo do Sopapo, que encontra-se em negociação com o Sintrajufe/ RS.

O evento teve a marca da luta e da resistência em prol da manutenção do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo – o principal equipamento cultural comunitário da região do Cristal e com reconhecimento nacional e internacional – sintetizado na hastag que identificará a campanha e a 8ª Semana: #QuilomboDoSopapoSempre

Por uma Cultura Viva de base comunitária e por uma Nova Sociedade, justa, solidária e feminista… Quilombo do Sopapo, sempre!

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Redação: Leandro Silva (Grupo Fuzuê Teatro de Animação, diretor)

Fotografia & Vídeo: Leandro Anton (Coletivo Imagens Faladas/ CVP, fotógrafo e educador)